Dureza extrema “trava” Ricardo Leal dos Santos

Dureza extrema “trava” Ricardo Leal dos Santos

 Nissan Navara BAMP em 9º lugar da etapa

 

Naquela que pode ser considerada a mais difícil etapa deste Africa Eco Race e uma das mais difíceis em que Ricardo Leal dos Santos participou, a formação que se apresenta aos comandos da Nissan Navara V8, inscrita na maratona africana pela equipa BAMP, completou os 379 quilómetros cronometrados da boucle, que teve partida e chegada a Akjoujt na nona posição, depois de uma jornada extremamente atribulada.

 

Nesta décima etapa do Africa ECO Race “foram-nos propostas dunas incríveis para serem ultrapassadas. Eram dunas de areia mole, muitas das vezes quebradas e com um enorme degrau à saída. E quando falo de enorme estou a falar de paredes com mais de um metro de altura. Os Buggy atiram-se para a frente porque quando caem o primeiro impacto no solo são as rodas da frente. Connosco isso é impossível e obriga-nos a fazer manobras que muitas vezes têm como consequência ficar atascados” salienta Ricardo Leal dos Santos que, juntamente com o seu navegador, o brasileiro Maykel Justo, foi por diversas vezes “travado” numa progressão que, com vem sendo habitual desde que foram resolvidos os problemas mecânicos na sua Nissan V8, o coloca entre os mais rápidos da corrida.

 

Um dos problemas acrescidos que a dificuldade do traçado implica “são as aglomerações de carros parados a tentarem resolver o seu problema o mais rapidamente possível. Da nossa parte como já não estamos a lutar por um resultado absoluto essa situação não se coloca mas a pressão nestas ocasiões leva a cometer muitos erros ou a ser imprudente. Numa dessas “reuniões” de muitos carros um dos concorrentes que está numa das primeiras posições no rali tentava sair de uma zona mais complicada enquanto nós aguardávamos à distância pelo desenrolar da situação. A determinada altura começa a fazer, sem reparar, uma marcha atrás violenta em direção à nossa Nissan que me obrigou a recuar também de forma apressada. Resultado ficámos nós atascados por longos minutos”, acrescenta Ricardo Leal dos Santos.

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