João Pereira: “Sou o 5º melhor do mundo e capaz de muito mais”

Apesar de ter terminado a época internacional, este domingo, com a desistência na Taça do Mundo de Cartagena, na Colômbia, João Pereira só pode fazer um balanço hiper-positivo, acima das expetativas, da sua época desportiva

“Foi um ano longo que acabou finalmente. Sou o 5º melhor do mundo e capaz de muito mais”, escreveu o atleta do Benfica na sua página no Facebook, antes de regressar a Portugal, com Miguel Arraiolos, Melanie Santos, Ana Ramos e o treinador Lino Barruncho.

“Estou ansioso por descansar e começar o novo ano, que já está planeado com o meu treinador Lino Barruncho, com objetivos mais elevados. A próxima época tem tudo para correr bem e dar certo. Sinto-me forte e com muito mais para dar e evoluir”, afirmou.

João Pereira terminou 2013 em 18º lugar do ranking mundial World Triathlon Series (WTS) e estabelecera como meta para esta época um lugar no top-10 mundial. Com dois pódios – 3º em Londres e 2º em Chicago – e quatro etapas entre os dez primeiros classificados, o atleta de 26 anos subiu 13 lugares na lista dos melhores do mundo e juntou-se a vedetas que, há apenas um ano, via como seus ídolos.

“Destas duas últimas semanas retiro muitas aprendizagens… todos os cuidados são poucos e é impossível conseguir controlar todas as variáveis. Ou estou no meu topo de forma, ou sinto-me como se fosse para a guerra com as armas encravadas”, comenta ainda João Pereira, atingido por uma gastroenterite que o impediu de competir na Taça do Mundo de Cozumel, no México, a 5 de outubro, e teve ainda reflexos no passado fim de semana em Cartagena.

“Embora tenha começado bem a prova, na segunda volta da natação nunca mais me encontrei. Tive muito más sensações dentro de água, não conseguia aguentar os ritmos nem os pés de ninguém.
Após ter sofrido para conseguir aguentar os 1500 metros senti logo que não iria ser uma prova fácil. No início do ciclismo, sem força nas pernas, constatei novamente que não me encontrava bem, forcei, acreditei, mas fui sempre perdendo tempo. Iniciei a corrida mas não me senti bem… acabei por encostar ao fim da primeira volta, uma vez que apenas ia a esforçar a fascite plantar que tenho desde a prova de Londres e que necessita que descanso para que possa recuperar a 100%”,
comentou sobre a prova na Colômbia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *